quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Minha Poesia Foi Em Vão?

Não digas que minha poesia foi em vão.

Não queiras ferir ainda mais meu coração,

já transtornando pela dor,

jogando meus sonhos pelo chão.





Não digas que te procurei em vão.

Viajei ao léu, fui ao céu, atravessei rios e pontes.

Enamorada, tornei-me um pássaro,

procurando teu horizonte.





Ah, se fosse possível dizer-te pessoalmente,

que te amei tanto, através deste computador...!

Instantes de felicidades vinham-me como brotos verdes,

amadurendo, em mim, uma felicidade vindoura.





Sentia-me uma criança na ante-sala da ilusão.

Vulnerável aos teus encantos, entreguei-te meu coração.

E tu...

... iludindo meus sentimentos sem compaixão,

marcando meu rosto de sofrimento e dor,

ao alimentar, em mim, vã ilusão.





Foi sim, meu amor.

Fostes tu quem me inspirou a criar estes versos.

E agora...?

Tudo em vão...?

Meu arco-iris está em preto e branco...!





Hoje, vejo um eclipse em minh’alma,

neste desvario que me acometestes,

esquecendo-te do secreto pacto de nós dois.





Se aqui lamento minhas verdades,

Minhas angústias, tristezas e lembranças,

se as lágrimas rolam em minha face,

foi porque a ti me entreguei de corpo e alma.





Se nosso amor foi virtual,

ele não deixou de ser real...!

Tu estavas aí... Eu estava aqui,

ambos, frente aos nossos computadores.

Apaixonei-me por ti,

e... este, foi o meu mal...!

Sem comentários: