segunda-feira, 11 de agosto de 2008

CARTA DE UM SÁBIO ANCIÃO

Saber viver pode ser uma arte.

Conhecer a arte do bem viver e saber

aplicar no cotidiano é maestria.



Conheci um ancião sábio, ele assim não se

considerava, mas eu e outras pessoas assim

o tínhamos em nosso conceito.



Certo dia a algum tempo atrás, eu era bem jovem,

mas já conhecia parte da vida apesar da jovialidade...

Eu morava em uma cidade relativamente distante da cidade

desse sábio ancião, quando o carteiro me entregou um envelope de carta, desses envelopes comuns com bordas verde e amarela. Virei o envelope para constatar o remetente, mas só havia no lugar do nome e do endereço três interrogações.

A caligrafia não me era desconhecida.

Eu já imaginava de quem seria aquela carta.

Fui para meu quarto e a abri. O escrito começava assim:

A vida meu querido jovem é um condimento da felicidade,

se souberes a medida certa para cada ato do teu viver,

terás o sabor da alegria. Aprende a usar a dose certa do tempero dos teus pensamentos e obterás a dose exata do sal do espírito, e este soprará em teu coração o alento da felicidade. Mede teus atos pelas tuas palavras e a cada passo que deres que seja firme e na medida do anterior, pois assim fazendo estarás evitando tropeços em teus próprios pés e evitarás as quedas que podem ser dolorosas.

A felicidade está ao alcance de todos; Que não te engane a riqueza. Ter o suficiente é necessário; Zela da saúde que é o bem maior do teu corpo e da tua mente, é nele que reside tuas alegrias e tristezas.

Dei-te a instrução do condimento do bem-viver, seja tu agora o cozinheiro a saber preparar o sabor.

O mais importante do alquimista não é ter o segredo do ouro,

mas saber transmutar a pedra bruta do pensamento no mais

valioso brilhante.

Ao terminar de ler os dizeres daquela carta, pensei comigo, e ele nunca se considerou um sábio.

Estejas onde estiver meu venerável ancião, serás sempre meu adorável sábio, por que serás sempre meu pai.

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