A luz morna do sol adormece a cidade.
Ruas estreitas e nuas circunscrevem os traçados.
Cada cubículo nos fala de idos fatos.
Desenha-se um deserto de linhas verticais;
linhas enegrecidas pelo abandono fugidio.
As pedras gastas arranham os pés;
pés dos que se atrevem à violação.
Cada pedaço delas esconde vagares
dos que arrastavam seus fardos nas costas,
e se afugentaram em espaços longínquos.
Não há gente! Fatos grudados, quais cracas,
nas protuberâncias e reentrâncias das pedras,
nos dizem de segredos que não podemos alcançar.
Sons ocos de falas inexistentes ressoam surdos.
Já o sol se nega à luz! Põe-se de mansinho...
A lua oculta se recusa ao prateado.
E a escuridão enlaça o passado!
Chora a rosa rubra e vela o abandono
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