terça-feira, 16 de outubro de 2007

Guitarra

A guitarra dedilhada
chora a minha sina
a sina de um poeta
perdido na vastidão do Universo

A voz do fado
rodeia meu ser
nas paredes da sala
imensa para tamanho som

A voz entoada
no calor do público
sente-se no silêncio
de uma paz sofredora

Os sons atravessam
minha alma
perdida e esquecida
no meio da solidão

O choro da guitarra
cessa na imensidão perdida
e os aplausos sentidos
calam minha solidão.

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