terça-feira, 16 de outubro de 2007

COMO VERDADEIRO AMANTE DE SEU AMOR

Uma varanda um banco balanço
E de novo eu com minha insaciável fera
Seus olhos grandes e negros
Seu longo cabelo a cintura, tão negros quanto seus olhos
Verdadeira dançarina mulçumana, judia sei lá...

Aquele corpo esbelto mulher
Eu já um menino homem por ela feito seu homem
Sinto-me devorado por seu olhar
Já me sinto engolido por sua bocarra de lábios carnudos
Eu um homem menino
A minha inquietude a incomodava
Sua tranqüilidade me afobava...

Nossos corpos já se conheciam
Mas eu homem menino
Guiado da varanda pra sala
Da sala pro quarto
Homem, mas menino eu
Varamos noite madrugada adentro
Escravizamos nossos corpos
Nos domínios de sua tranqüilidade
Ao desespero de minha afobação...

Nos entregamos um ao outro
Nas sombras incompletas de nossos corpos
No escuro quarto sem pudor
Dobramos a timidez
Desafiamos a vergonha
Vivemos um puro sentimento
Onde mãos se misturavam
Nossos corpos se enroscavam
Em busca de espaço carne
Sexo completo sexo amor...

Meu corpo seu corpo escorregadio
Poros se fechavam se abriam
Teus desejos me alucinavam
Nossos anseios se completavam
Como uma chuva de prazeres
Dois corpos se tornavam um,
Sem vergonha sem pudor
Éramos corpos sexo e amor...

Dos fortes gemidos que desprendíamos
Respostas em gestos loucos nos entregávamos
Explorávamos cada minuciosos pontos de nossos corpos
Numa desenfreada fuga para o orgasmo
Idades diferentes se encontravam
Ela mulher madura adultera
Eu homem menino já bem safado...

Mãos e carícias se misturavam
Bocas e línguas se devoravam
No estremecer de nossos corpos
Corpos já exaustos corpos já preparados
Para o sonho do encanto e sonoros cantos dos prazeres
Duas feras do mesmo bote compactuavam
E eu embevecido de seu néctar desfrutava...

Dos sussurros de respirar ofegantes
Ela adultera mulher
Eu bem já safado menino homem
Quebramos barreiras conquistamos camas e espaços
Riscamos preconceitos despeitos
Numa fúria alucinante
Num orgasmo estonteante
Nos completávamos de prazeres e de amor...

Adultera ela mulher
Já eu bem safado homem menino
Numa só explosão de prazeres
Mais e mais me descobria
Mais e mais me transformava
E ela me certificava me marcava me taxava
Como verdadeiro amante de seu amor...

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