terça-feira, 16 de outubro de 2007

AH! COMO CLAREOU

Amanhece... Entardece... Escurece...
Me agarro me esfrego não esmoreço.
Sussurros incessantes permanece.
Que fibra
Que força
Me estremece...

Que gana
Que garra
Me fortalece...

Exaustão dela nem pensar.
Eu quase desfalecido
Força procuro encontrar...

Fome gana uma tarades.
Mulher... Mulher...
Teu cheiro teu sabor
Que força tem seu amor
Se é que posso chamar de amor.
Nessa mistura de líquido
Me sinto um liquidificador...

No gostinho do bel prazer
Minhas pernas tremem
Minhas coordenações motoras
Não mais me obedecem.
Se tornam antimotoras
E ameaçam me abandonar...

Ela que mais!
Eu quero mais!
Não sou de aço
Não sou de ferro.
Tarada insaciável
Eu seu escravo
Pobre coitado!...

Cadê meu corpo... Cadê meu eu... Cadê minhas forças?
Estou perdido,
Ela é louca
Eu sou louco
Me acho... Me encontro... Vou de encontro...
Tarada louca chega estar rouca
No vai e vem da gangorra
Boca nervosa mão safada
Corpo menino vulcão de mulher
Meu corpo em seus abraços
Escorrega desaparece
Boca gulosa
Me estarrece me enobrece.
Língua safada
Sem limite sem pudor
Vejo-me um menino crescendo pro amor...

Fogo!
Toda fogosa
Decidiu me explorar
Tua força
Tua gana ao orgasmo me fez chegar...

No vai e vem da gangorra
Um cavalo me torna.
Me cavalgas com gana
Me esgana não me engana
Sem pudor
Toda essa força
Me apresentou o amor...

Do espanto a agonia
Descobri a alegria
De prazer me desprendia não media
Da noite pro dia
Quem diria... Quem diria...

Em seu cavalgar veio os sussurros
Dos sussurros
Pequenos gritos e gemidos
Dos gemidos
A angustia me deu agonia
Nesse dela forte cavalgar
No escândalo
Ao escancaro
Desfalecidos berros juntos a horizontal
Conseguimos nos acalmar...

Doida
Danada
Tarada
Quero mais... Quero mais...
Vem me pegar!
O sol se foi
A noite chegou
E o dia clareou.
Ah! Como clareou!...
E... Assim foi!...

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