sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Apenas um sonho...

Sonhei que subia
as escadarias de uma ruela
própria de cidade rústica,
entremeada de casarios antigos,
onde debruçavam-se trepadeiras
a exalar perfume de flores,
onde a tranquilidade fazia morada,
na paz que preenchia a minh`alma.

Escutei uma vóz
atrás de mim que dizia:

"Manda-me Amor que cante docemente
o que ele já em minh`alma tem impresso
com pressuposto de desabafar-me.."

Estes versos eu conhecia
Canção IX de Luiz de Camões...
Mas quem os estaria recitando,
não conseguia enxergar, havia uma névoa.

Parei no alto da escadaria,
e procurei em todos os cantos,
nas janelas escancaradas e
mesmo nos olhares da gente
que debruçada olhava a calçada.

"Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados...

Sussurrava a vóz em meus ouvidos.
Prontamente respondi, sem mais demora:

"Que dos mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente..."

Então teus braços me enlaçaram,
com um doce beijo na nuca.
Virei pra ver teu rosto... Acordei!
Estava sonhando!

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