Todos os sons, tons, quando reverberam
trazem em si,
alem do dó, do bemol, do mi,
uma intrínseca expressão por vezes
indecifrável, não crível.
Algo que se arvora intangível.
Trazem na tonalidade um lamento silencioso.
Um algo além, pra lá do que o balbuciar murmuroso,
que aflora em esperas de consistência triste...
O não corromper com os ditames ansiosos
que corróem o corpo e nacos d'alma,
assevera-nos males ao soma,
agentes que vêm de fora...
Do mundo externo,
o qual transformamos
em inferno,
quando deixamos que o pensamento comande
de forma inócua os nossos quereres...
A melodia/harmonia
sente-se abrumada,
e soa calada.
sem vibração...
Parece que somos um todo
que jaz morto,
e sem direção.
Hoje sofro desse mal que me aflige.
Hoje sei que o algor desse vento solto me atinge...
Mas inda ouço a melodia.
Aquela que compus pra minha alma.
Inda vejo a sincronia
dos movimentos das mãos que executam
a singela sinfonia,
que insisto,
desarranjar.
E sinto forte surgir em meu etéreo querer voar,
a presença que me sufoca.
A andança que se fez parar.
O som que triste que brota,
deixando a mostra,
a tristeza das notas...
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