domingo, 9 de setembro de 2007

quando nosa alma dele precisa

Pra se viver um amor,
em sua mais pura essência,
nunca pode de nós se desgarrar,
o que em nosso íntimo,
com o amor atrelado está:
a singela lucidez.
O sentimento do amor,
mais que qualquer coisa
traz em seu âmago a nobreza, a altivez...

Pra se viver de forma sublime,
ao lado de quem se ama,
é necessário que somente arda a chama,
do querer e o frescor da brisa do Bem.
Quando cai-se nos extremos,
as carícias suaves, os murmurares serenos,
transformam-se em poderosos venenos,
aniquilando o que realmente
de vero se fez...

Por isso
viver em alma esse sentimento,
traz-nos a suscetível força da nitidez,
de que se a atração que se fez,
consumou-se, prometeu-se,
é sinal de que tudo que dele vier,
viverá no topo, no cime...
Não haverá nada que o transforme,
em dolorosa paixão, nem em ardente ciúme.
O que reinará sempre,
será a mansidão que faz do prazer,
um habitante vivo e ativo,
em toda a extensão de nosso viver.

De quem se faz no amor.
De quem cresce no amor.
De quem se entrega ao querer,
de forma serena, doce e amena.
Pois o amor que se faz verdade,
não avisa...
Vem e nos abarca,
e sobre nós desliza,
quando a nossa alma dele precisa...

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