terça-feira, 16 de março de 2010

Esconderijo

Esconda meus pedaços em ti,

da solidão e teu açoite,

faz de mim também abrigo,

não serei desejo de uma noite.





Quando sonhar estarei aí,

ao teu lado e sempre contigo,

com a alma carregada de razão,

não o ausente a procurar abrigo.





Esconda-me no teu corpo,

como se eu fosse teu pedaço,

minha carne tocando teu jeito

e o prazer tomando espaço.





Conte nos dedos dias que faltam,

quanto prazer deseja coincidir,

uma cama pra desabar os corpos,

um amor e a vida por construir.

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