Como que sufocando no meu próprio vómito
esperneio e agonizo, na falta constante de ar.
E, na falta de espaço, meus braços crescem e
o veneno, incha-me o corpo, resolutamente.
Rapidamente sou levado para as urgências, e,
lá chegado sou ligado a um soro e começam a
fazer-me uma lavagem estomacal, que levam
meus olhos até às lágrimas, como num pedido
de socorro tais são as horríveis dores que vivo
e que acometem contra o meu corpo inepto e
cuja a anestesia, não teve qualquer efeito que
naquele instante meu sofrimento atenuasse…
Depois da lavagem, de deitar tudo cá para fora
passadas uma boas duas horas – disseram-me,
adormeci por fim apenas pelo cansaço de meu
corpo e mente, ante a dilacerante vil operação.
Às sete da madrugada, dá-se o regresso a casa.
Sinto-me vilipendiado mas mais aliviado o que
me deixou com um certo ânimo algo agridoce,
pois, mais uma vez, havia falhado meu intento.
Dormi o resto do dia até tarde, tarde essa que
se reflectia lá fora, por um sol escondido atrás
das nuvens e por um céu enegrecido sem a luz
do dia fazendo-me crer que tudo isto foi só um
sonho, que, logo fiz por esquecer, escrevendo
o poema «Como» que, por mim, não teria fim.
A todos quantos acharem de bom pleito enfim
continuar a falar comigo, agradeço a grandeza
de espírito, aquela, que não censura a solidão
de cada um sabendo desde logo que Homem,
é dado a erros e que há coisas bem mais forte
do que nós a dado juízo… o mais é subjectivo.
Sem comentários:
Enviar um comentário