sábado, 17 de outubro de 2009

Prazer e sonhos

Meus desejos ficaram grudados em teu corpo,
abraçados, embrulhados até a alma,
com um tanto de malicia e muito de prazer,
quando fui embora, trouxe apenas o teu gosto.

No teto do quarto as estrelas brilharam,
um faz-de-conta que viajamos noite adentro,
nus, vestidos apenas com nossas peles,
ora quente, ora ferventes de tantos prazeres.

Confinamos as vontades a quatro paredes,
repartimos sonhos bons, dividimos gozos,
cobrimos os corpos com a luz da lua que passava,
efeito celestial e breve, como em música de amor.

Guardamos os proibidos para essa data,
os êxtases, os céus e infernos de prazeres,
bebemos dos nossos líquidos mais sagrados,
inventamos um universo novo, único, lascivo.

Enquanto nobres gritam teus poderes pelas ruas
e os dragões cospem fogo de seus estômagos,
o segredo do amor girou entre um e outro sexo
e se escondeu em corpos entorpecidos pelo gozo.

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