domingo, 11 de outubro de 2009

A Ovelha Desgarrada

Lá estava D. Filó em sua sala de aula,
E um a um seus alunos observava.
De todas as raças, de todas as cores, mas certamente todos eram sem distinção os seus maiores amores.

Uns quietos, outros agitados,
Certamente nenhum poderia ser com o outro comparado.
Personalidades distintas, cada qual um ser individual , com sua verdade, com seu entendimento moral, com sua razão.
Não ousaria ela ter as suas preferências ou para alguma daquelas crianças fazer distinção.

Alguns assimilavam a lição bem rapidinho,
Outros tinham mais dificuldades,
D. Filó compreendia que cada uma tem seu próprio ritmo, sua própria velocidade.
A esses dedicava-se com mais afinco e tinha certeza que teriam tanto êxito, que um dia como os outros vão chegar a faculdade.

Um pouco mais rápido, ou um pouco mais lento
Cada uma possuia um especial talento.
Para uns a matemática, para outros a linguagem,
Para uns as artes plásticas, para outros a jardinagem.
Mas a todos Deus agraciou com o dom da aprendizagem.

Instruimos mas muito mais aprendemos,
com cada um que nos compartilha o caminho,
seja grande ou pequenino,
Essa é a grande dádiva do ensino.

Pensava a mestra :
- Cada uma desses meninos é preciso conhecer, é a melhor forma para a ninguém desmerecer.
Do Mestre dos Mestres a lição que transforma.
Aos mais inteligentes dediquemos nossa audição,
Aos de poucas habilidades o nosso coração,
Ao bom a nossa admiração, e ao que insiste no mal a nossa maior paciência e dedicação.
Se estiver no descaminho dê-lhe muito mais carinho.
Se não quiser escutar, ande apenas ao seu lado para apoiá-lo se cair ou tropeçar.
A ovelhinha que se desgarra do bando deve ser buscada sem cessar, estando perto das que sabem o trajeto ela mais cedo ou mais tarde com estas aprenderá a se orientar.

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