domingo, 18 de outubro de 2009

NUMA ALDEIA PORTUGUESA

Noite cerrada. A aldeia dorme tranquila
iluminada por alguns candeeiros, posicionando-se
nos enclaves das casas e das ruas,
proporcionalmente ao imenso
adro, no contraste entre a luz e a sombra.

As casas são de dois andares, umas mais novas
que outras, mas quer novas quer velhas,
trazem atrás de si tempos senhoriais.

As janelas e as portas, mesmo as mais novas
respeitam o
enquadramento da aldeia e sua antiguidade.

E embora com elementos mais inovadores
mantém o traço original, rusticamente bem
pintadas por um azul-marinho em contraponto
com o branco da cal revestindo as paredes,
quer de umas quer de outras, ambas as casas.

Em contraste com um dos becos em perfeita
escuridão, as lajes da estrada e do adro, devido
ao seu pavimento de pedra lisa, iluminam-se
por completo à luz da aldeia adormecida
e refulgem noite fora, numa sensação de puro
sossego e harmonia.

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