sexta-feira, 9 de outubro de 2009

À Deriva

Solitária...
navego nessa rota estranha e escura
imponderável!
Não totalmente perdida,
mas desgarrada de razões,
motivos e alentos tantos,
que fugiram de mim,
no percurso de outras rotas
por onde passei...
Hoje estou à deriva!...

Navego na ausência de luz e sons
sem bússola... sem mapa a seguir.
Apenas soltei as amarras e navego,
velas ao vento...
Certamente não chegarei a lugar nenhum.
Não conheço nenhum porto,
não sei mais de mim nem das minhas rotas,
estou à deriva, mais uma vez e sempre,
à mercê das minhas emoções!

Na total escuridão da tua ausência...
Do teu descaso e abandono,
que me são tão impertinentes!
Procuro você, inutilmente...
sempre inutilmente...
Encontro o vazio,
esse vazio imenso que me sufoca,
atordoa-me e me coloca
mais à deriva do que estava antes...
sem rumo...
sem rota...
sem sentido...
sem amor...
à deriva...

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