Muitas vezes falei em cores,
outras, desejei em amores,
como no céu amarelo de sol,
fiz meu tempo e a música em bemol.
Colori de vermelho meu chão,
como se fossem desejos sem razão,
para o arco-íris fui de passagem,
desenhar a mulher, amor e imagem.
Cores se transportam sobre a pele,
muda com o nu do prazer que não fere,
ruboriza se ao toque do sexo ansioso,
tingindo de azul pensamento em gozo.
Fecham-se os céus e sua branca lua,
o cinza aparece no meio igual beijo de rua,
a despedida fica fria com a cor do preto,
o luto penetra a alma vazia como um soneto.
A aquarela se abre em meio a constelação,
como se o colorido fosse um novo verão,
um reencontro começa a tingir uma promessa,
as cores transportam o amor sem pressa.
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