sábado, 17 de outubro de 2009

Cores de amores

Muitas vezes falei em cores,

outras, desejei em amores,

como no céu amarelo de sol,

fiz meu tempo e a música em bemol.





Colori de vermelho meu chão,

como se fossem desejos sem razão,

para o arco-íris fui de passagem,

desenhar a mulher, amor e imagem.





Cores se transportam sobre a pele,

muda com o nu do prazer que não fere,

ruboriza se ao toque do sexo ansioso,

tingindo de azul pensamento em gozo.





Fecham-se os céus e sua branca lua,

o cinza aparece no meio igual beijo de rua,

a despedida fica fria com a cor do preto,

o luto penetra a alma vazia como um soneto.





A aquarela se abre em meio a constelação,

como se o colorido fosse um novo verão,

um reencontro começa a tingir uma promessa,

as cores transportam o amor sem pressa.

Sem comentários: