quinta-feira, 18 de junho de 2009

Volta o vento

De repente as taças estão vazias,

não bebe do amor, não bebo do meu,

as horas passam correndo o dia,

meu amor a espera de um sim teu.





Desenhe meus olhos coloridos,

não importa se não sabe a cor,

cada vez que o vento volta,

leva de ti do que me resta de amor.





Jogue o copo, jogue o vinho,

desperta o que não adormeceu,

não desça as escadas do céu,

às vezes sinto que tudo morreu.





Tentarei lembrar outros dias,

janela e porta destrancada,

o vento frio debaixo do cobertor,

em um faz mal de alma apaixonada.





Ontem o vento te levou,

como pode trazê-la de volta,

entra por uma fresta de amor,

esqueça o resto e feche a porta.

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