A ribalta anuncia,
vida, paixão e arte
tatuam-se por entre as almas
buscando pelos calabouços,
o colorido sobrevôo daquele
panapanã, amigo das brisas,
vigia dos jardins da ilusão!
O rubro horizonte celebra,
abriu-se a caixa de Pandora,
enfim, a revoada fez-se nuvem
levando em suas brumas
músico, letra e melodia,
notas e notas encharcando
corpo e coração, fetiche,
um sonho ganhando
sua centelha!
O branco papel declama,
as páginas mostram-se vivas,
latentes ao azul-marinho,
cálice, amor e poesia,
cárceres sendo abertos
para que a lua faça-se algoz,
desta peça aos veios
da solidão!
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