Quando,
o peso dos anos se fazia sentir
e meu coração, totalmente descuidado, relegado,
e meu sonhos já não conseguiam encontrar
caminhos...
Meus olhos, embaçados por minhas lágrimas, se perdiam...
e meu amor, que nem ave açoitada pelas
tempestades, não conseguia o retorno ao ninho e,
se contorcia de frio , solidão e desamor...
Quando,
meu corpo, totalmente desnudo,
sem a presença de outro corpo,
carinhando vazios e saudades, clamava silencioso e
inerte pelos carinhos...
De quem?
Quando ,
minhas esperanças, totalmente desiludidas
e ressentidas pediam para morrer...
Eis que, como um clarão de vida,
tu foste chegando, bem de mansinho,
sem te anunciar...
pois eu tinha medo.
E foste derramando, sobre mim, este teu amor
que me fez renascer...
Fizeste-me , amor, criança novamente.
Ao meu coração mostraste novo caminho:
o teu coração!
Meus olhos que, até então, se faziam enchentes de minhas próprias lágrimas
viram nos teus, a minha salvação.
Meu amor, revigorado pelo teu amor,
buscou teu peito e meu corpo se integrou ao teu...
reconhecendo-te como a alma gêmea reconhece a outra
e se entregam, totalmente , e para sempre.
Hoje,
já não consigo mais me ver sem ti porque
tu és o meu reflexo.
O ar que eu respiro,
o alimento que me sustenta,
o sonho que me liga ao futuro.
Tu és a minha outra parte
e a outra parte de ti, sou eu.
Meus braços se abrem, confiantes de
que, em mim, acharás morada para
todo carinho, todo amor,
que tu tens, só tu, e por quem eu clamo...
Ardente e insistentemente.
Porque eu te amo...
Eu te amo...
Eu te amo!...
E te quero,
só para mim!
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