Tenho em minhas mãos,
o som do aço, abrindo
meu horizonte, meu coração
ao encontro das almas, migrantes
de um tempo luz, imigrantes
de um templo paixão!
Em meus olhos,
tenho a visão da ostra
abrindo-se em sentimentos,
trazendo a bom bordo
a jovialidade do tenro sorriso,
um pedido ao abraço romanesco!
Em meus ouvidos,
tenho a sensualidade da canção
envolvendo-me em seus véus,
a imagem fêmea emergindo
dentre os tecidos, um clamar
ao toque das lágrimas
nas bocas em combustão!
Em minhas mãos,
agora tenho o corpo,
a mulher, o amor saltando
pelos poros, na plenitude
a insanidade do momento,
rasgando o vento
que deixa a meia luz,
a introspecção, o segredo!
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