quinta-feira, 18 de junho de 2009

Meu Risco, Meu Rabisco

Do risco,

colho o perfume perpetuando

meu verbo encantado na

voz do escriba, amante

da letra, lamparina da

centelha aberta aos olhos

do coração!



No rabisco,

encontro a fonte delineando

meu poema traçado na

imagem, feminina, a

na felina escultura brotando

em refrões, desaguando

em pias apaixonadas e

sonetos sensitivos!



Do risco,

cubro-me em esmeraldas,

garimpadas na alma charmosa,

dengosa, a chama latente

provida em, sensibilidade e a

simplicidade da mulher

que ordenha a vida

ao desabrochar da paixão!



No rabisco,

teço minha teia pescando

a idéia, o sonho, a lenda

viva que a todo instante

paira sobe este humilde birô

de lamentos amorosos,

pura melancolia adentrando

nesta típica moldura barraca,

ali onde pinto você

em harmonia, em amor

que só a minha lágrima

sabe sentir!

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