Do risco,
colho o perfume perpetuando
meu verbo encantado na
voz do escriba, amante
da letra, lamparina da
centelha aberta aos olhos
do coração!
No rabisco,
encontro a fonte delineando
meu poema traçado na
imagem, feminina, a
na felina escultura brotando
em refrões, desaguando
em pias apaixonadas e
sonetos sensitivos!
Do risco,
cubro-me em esmeraldas,
garimpadas na alma charmosa,
dengosa, a chama latente
provida em, sensibilidade e a
simplicidade da mulher
que ordenha a vida
ao desabrochar da paixão!
No rabisco,
teço minha teia pescando
a idéia, o sonho, a lenda
viva que a todo instante
paira sobe este humilde birô
de lamentos amorosos,
pura melancolia adentrando
nesta típica moldura barraca,
ali onde pinto você
em harmonia, em amor
que só a minha lágrima
sabe sentir!
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