sábado, 20 de junho de 2009

MEU PERDÃO NÃO TEM DESCULPA

Quem não diz, de seus sentimentos,
é asa que voa e cai no mar.
Naturalmente, que as pessoas, não podem
adivinhar, o que sentimos, ou o que temos para
dizer, se não dissermos, o que nos atormenta,
levando em conta, de que, do outro lado, há
uma obrigação, em nos entender, por meias palavras.



É então, que nasce, nosso ser, já meio perdido.
E, não há pior, comportamento, do que exigir, dos
outros, um qualquer sentimento, de culpa,
quando sentimos fugir, por entre nossas mãos,
a corda, à qual, nos agarramos, enquanto a morte,
nos espera, sempre pelo lado mais fraco:
a sensibilidade, que nos vive, à flor da pele.



Entendo, que, cada um, se expresse, da melhor
maneira que sabe, para que dessa forma, se faça
entender. Mas, como o vento, assim a brisa, que, a
nosso rosto, ousou tocar, e, subitamente, partir,
deixando-nos, de lágrimas nos olhos, e, na
garganta, a palavra: sem ter, porque dizer.



No entanto, na maior parte, das vezes, basta um
marulhar de ondas, sentir a água do mar, nossos
pés descalços, mar a dentro, e, alguém correndo,
chamando pelo nosso nome, braços abertos,
num encontro, peito com peito, coração com coração,
e, uma só palavra, «amo-te», sussurrada, ao ouvido.

1 comentário:

Anónimo disse...

Diacho seo poeta!
eu nunca escutei esse tal de eu te amo, bem baixinho no ouvido.
Que gosto que tem?
Falar ja falei de todo jeito, mas ninguem escutou... falei para o vento.
Agora calei.