É uma verdade que realmente fica dificil de acreditar, mas existe muita gente que ainda está ferrenhamente presa ao passado, e se recusa peremptoriamente a aceitar inovações, colocando-se sempre contra toda e qualquer novidade com que a tecnologia nos brinda a cada dia, e que adoraria dispensar tudo o que a tecnologia nos trouxe, desejando voltar ao passado, ao modus vivendi d'antanho.
Recusam-se a acompanhar o progresso tecnológico da humanidade, não acreditando que certas máquinas vieram para beneficiar o progresso da humanidade, agilizando as comunicações, facilitando o desenvolvimento da ciência.
Por mais que se mostre a tais pessoas os incríveis benefícios dessa evolução tecnológica, eles fecham os olhos para o que está à mostra, e usam argumentos, para eles irrefutáveis, segundo os quais “antigamente não havia nada disso e se vivia bem melhor”.
Pode-se entender tal resistência, em se tratando de pessoas de pouca cultura e que teriam naturais dificuldades para entender por exemplo que um forno de micro-ondas é bem mais ágil do que um fogão a lenha. Nesse caso, existe um contra-argumento, pois também devemos reconhecer que o sabor da comida preparada num archaico fogão à lenha é bem melhor, mas isso não é um detalhe tecnológico, é questão de paladar, e estamos falando da praticidade da coisa.
Atualmente o grande pivô de discussões, é o novo monstro que veio destruir a paz e a tranquilidade dos lares, criando uma série de atritos familiares: O COMPUTADOR.
Há alguns anos, foi a televisão que causou estragos. Muitas pessoas recusavam-se a sequer cogitar da idéia de colocar uma aparelho desses em casa.
Diziam mil e uma coisas contra ela, pobre vítima inocente de uma série de calúnias levantadas por seus detratores, pessoas que se recusavam a aceitar a evolução das comunicações. Imagine, diziam alguns, como se pode tirar as pessoas de onde estão, colocando-as em nossas casas. Chegavam mesmo a imaginar isso. Não entendiam como poderiam ver quem não estava lá. E continuavam a escutar seus rádios.
Desde que o mundo é mundo, sempre houve esse tipo de resistência contra tudo que representasse uma evolução, uma mudança.
O infeliz do automóvel chegou a ser apedrejado em praça pública, pois era inconcebível que algo se movesse sem a tração animal.
E chega agora a vez do computador. Já começa a ser um pouco mais aceito. Mas para muita gente, ainda é “coisa do demônio”. Essa coisa de se falar com o mundo todo em questão de segundos, de se fazer as mais complicadas operações matemáticas num piscar d’olhos, é algo que atinge as raias do absurdo. E claro, as dificuldades para o aprendizado de se lidar com essa “Coisa” são aumentadas. E toca a dizer-se que existem radiações perigosas, que podem cegar as pessoas, que o computador provoca câncer...(aliás, o micro-ondas também é cancerígeno...).
Enfim, essa resistência ao progresso é algo que é inerente às pessoas acomodadas, que não querem evoluir, pois qualquer evolução, sempre exigirá algum esforço a mais, algum estudo para poder acompanhar a coisa, e pessoas com uma certa preguiça mental, preferem combater do que aderir.
Se essa mentalidade tivesse prevalecido, ainda estaríamos na fase da pedra lascada... (talvez mais felizes, quem sabe?), mas não estaríamos vivendo com o conforto que temos agora.
Mas, pensando bem, será que realmente todo esse conforto, todo esse bem estar que o progresso nos trouxe é realmente benéfico? Antigamente fazíamos as coisas com maior esforço físico, e não precisávamos correr nas Academias, nem correr certos riscos em operações plásticas, lipoaspirações, regimes, dietas, etc....... Enfim, uma volta ao passado talvez não seja tão ruim assim...
Será que os detratores do progresso estavam mesmo tão errados assim? Ou errado foi o progresso. Aumentou a qualidade de vida, mas nos obriga a fazer ginástica... Bem, temos que acompanhar a evolução tecnológica, sem dúvida.
Nunca esquecendo de uma coisa. O computador surgiu para resolver uma série de problemas, que não existiam antes que ele fosse inventado, mas tambem se ele não estivesse por aqui, eu não estaria enviando estes textos, e nem tampouco desejando a todos UM LINDO DIA...
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