terça-feira, 9 de junho de 2009

de Corpo e Alma

Neste pranto,

adentrando pelo silêncio,

entrego-me de corpo e alma,

grafando meus sentimentos,

por este baluarte, que vem

das índias, trazendo

em suas cores,

tu, brotando

em sensibilidade,

tu, revelando-se

em céu de brigadeiro!



No sorriso,

maquiando tua face,

seduzo-me de corpo e alma,

embarcando na nau,

mapeando desejos,

poetisando em teu peito

fragmentos de um poema

nascido no momento

em que vi teu brilho tentador!



No olhar,

cantando pelo teu coração,

lançam-me de corpo e alma,

soltando as amarras,

cobrindo-te em óculos,

num suave flutuar de luzes

ribaltando este cruzeiro

de paixão e amor!

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