Sinto os meus pés calejados de tanto caminhar,
rondando a vida em busca de caminhos seguros,
sem espinhos a adentrar na minha alma,já cansada.
A tortura da minha alma segue seu curso, sem se
importar com as conseqüências de um dia de
sofrimento contínuo e impaciente e roubando
a paciência tão profunda do meu ser, sem saber.
Vivo, esbarrando em sentimentos opostos
brigando com as amarguras, que minhas mãos
colhem ao vento sombrio de uma manhã ensolarada.
Cada pensamento eleva meu espírito e me agarro
ao espectro que um dia vivi, sem remorso e sem dor.
Sou um andarilho, sem destino certo, carregando comigo
as marcas do tempo sombrio e uma esperança, já perdida.
E no espelho do destino me vejo castigado e sem forças,
refletindo a imensidão do meu ser. Não quero chorar,
não posso, pois meu reflexo sentirá pena de mim, e eu
arrancarei seus olhos, para somente ver a escuridão.
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