sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Sou sombra na madrugada.

Desprendendo do meu corpo inerte,
caminho a procura de minha alma gêmea.
Tudo ao meu redor é sombrio e inerte,
tudo sem sentidos e sem sentimentos.

E caminho, flutuando sobre estradas
e encruzilhadas escuras, assim meio
perdido, sem sentido, sem prazer e sem
pudor carregando o peso desse vazio.

E a cada instante fraquejo, ao longo
de uma visão ofuscante, já opaca.
Que sem saber me consome e me
destrói, apagando a minha visão.

Tenho que retornar, o dia amanhece
e sem saber tomo meu corpo inerte,
energizando-o novamente. Abro os olhos
e descubro a realidade. Eu preso aqui,
neste corpo novamente.

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