Não te vejo, é verdade, não me vês
mas eu leio o que escreves e tu me crês
porque essa união se dá no espaço entre dois seres...
O que escreve e pela inspiração é levado
ao que lendo-o, e pelos sonhos do poeta, é acariciado!
Cada qual em seu pequeno mundo,
rompe as fronteiras do que lhe é conhecido
voam ágeis e quais dois foragidos das mazelas
pairam soltos no infinito a se estenderem as mãos.
Superando as invisíveis barreiras da ilusão!
Atravessam a tênue linha que os separa
buscando cada um, entender o que existe de seu
naquilo que alí está. De um lado o leitor
dá aos olhos uma dádiva
do outro lado o poeta resta quieto, em espera!
Atento a tudo o que se lhe possa ofertar...
em palavras que incendeiem suas rimas,
a poesia e quem a escreve tomam seu lugar.
O leitor, esse permanece atento como em muda prece
agradecendo a beleza que diante de si, vê se apresentar!
Um está aqui, outro está lá
Certamente o que escreveu vem até aqui
porque quem lê também se aproximar de quem escreve.
Através das poesias, a lírica métrica esvanece
ao aquecerem-se as almas, enredando-se em sonhos
e benesses!
1 comentário:
Humm....que legal...misterioso e ousado...gostei!
Parabéns!
Aproveito para lhe convidar a visitar meu blog:http://descemaisuma.blogspot.com
Abraço,
Rafael
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