quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Jardim das Palavras

Havia canteiros de versos.

À sombra de uma árvore de sentidos

as palavras são plantadas no

coração da Terra, alimentadas por

regatos de emoções, desabrochando

em frases originadas pelo verbo

sideral, em que o som do infinito

emerge das ondas do tempo

para transmutar a vida em poesia.

E as veredas de poemas atravessam

as vicissitudes da existência, florindo

como pétalas de paixão que frutificam

em novelos de amor que adubam

as palavras.

Que se juntam em versos

que colhemos nos canteiros:

num, um só verso rodeado de árvores…

noutro, vários versos em harmonia…

naquele, os espinhos escondem os versos…

mais além, os versos disputam a relva…

e o poema se constrói num contínuo

incessante, qual regato borbulhante que,

quando desagua,

apenas descobre que tornou à nascente.

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