Havia canteiros de versos.
À sombra de uma árvore de sentidos
as palavras são plantadas no
coração da Terra, alimentadas por
regatos de emoções, desabrochando
em frases originadas pelo verbo
sideral, em que o som do infinito
emerge das ondas do tempo
para transmutar a vida em poesia.
E as veredas de poemas atravessam
as vicissitudes da existência, florindo
como pétalas de paixão que frutificam
em novelos de amor que adubam
as palavras.
Que se juntam em versos
que colhemos nos canteiros:
num, um só verso rodeado de árvores…
noutro, vários versos em harmonia…
naquele, os espinhos escondem os versos…
mais além, os versos disputam a relva…
e o poema se constrói num contínuo
incessante, qual regato borbulhante que,
quando desagua,
apenas descobre que tornou à nascente.
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