Às vezes nos sentimos muito sozinhos...
Seguindo por alamedas, são tantas as veredas,
e torna-se quase palpável, o esquecimento.
Esse silêncio triste e opressivo,
ao qual damos o nome de esquecimento.
Vemos escadas, sem forças para galgar os degraus,
vemos a bruma, com medo do que ela pode esconder,
e a única pergunta que nos ronda é: - O que fazer?
Raramente obtemos resposta.
Vez ou outra, delineia-se, tímido,
um galho qualquer de primavera,
batendo insistente na janela... da vida.
Mas é difícil acordar, estamos tão longe!
Eu não saberia dizer aonde...
Talvez nos labirintos de um sonho,
que não acreditávamos que fosse tão bisonho,
mas é... a realidade, o silêncio, o descaso,
mostra que é.
E de repente... ao som de um graveto que se quebra,
percebemos os passos de alguém...
Nosso semblante esperançoso ganha vida...
e é impossível descrever,
a grandiosidade esse bem!
Às vezes é só um engano, nada mais.
Outras vezes é bem mais do que isso!
É alguém que chega sorrindo e nos diz:
- Olá, como vai? Eu estava com saudades...
E também não dá para explicar,
a felicidade que nos proporcionam,
essas palavras tão simples, banais...
Não parece, mas geralmente é a salvação.
O bálsamo que cauteriza a ferida e ameniza a dor.
Não há mais ausência, não há mais torpor.
Então só nos resta dizer:
- Obrigada por ter vindo, eu precisava muito de você!
E é tão mágico, quanto ver o sol nascer!
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