segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Eterna melodia

Um dia falei de amor bem pertinho, no ouvido da vida,
fui atendida, realizei o sonho que em mim mesma dormia
e cantei a mais bela canção, aquela que nunca tem fim.


Saltei as fogueiras, vi os olhos de todos os Santos, dancei,
refiz os passos do meu presente diante do que foi meu passado
e, com olhos assustados,
descobri a mulher que me tornei sem nunca ter esperado.


Voei... Ah! E como é bom voar,
deslizar pelos ares de meus altares sem pensar ou perder a fé,
soltar as amarras, deixar meu barco navegar
pelos mares da vida por inúmeras marés...


Sonhei, busquei e na garra que desenha o que sou, realizei!
Vi e revi meus atos, o bem trago guardado, do mal me desfaço
e abro a alma expondo a verdade que alimenta minha fé
de ser um pedaço do Deus que sempre amei.


Quem sabe um dia, só mais um e a noite então brilhará,
em estrelas contarei todos os dias que reencontrei esperança,
faz - de - conta é brincadeira cantada
que ainda encanta as almas dos que se mantém crianças.


Falei... E o amor então recriou nas rimas que mal encontrei,
almas que dançam coroando o mundo de amor,
poesia é vida a suspirar, sonhos, ato consolador de todo poeta que sabe
ser eterno e que o final é simplesmente amanhecer outra vez.


Saber o que sei é o pouco do muito que ainda tenho a aprender,
sentir a força do coração o ritmar da vida e nas emoções que encontrei
e que preenchem o caminho que ainda tenho a percorrer,
volto ao pó atrevendo-me a ser na simplicidade única de viver.


... Um dia, apenas mais um dia e falarei de amor assim,
bem pertinho, no ouvido da vida,
te beijarei a boca e na face da qual fui ouvida,
depositarei as palavras que meu corpo sempre guardou
e o som fará a canção pelas partituras de toda história,
marcando seus compassos em ritmo de viva melodia.

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