sábado, 6 de outubro de 2007

INDIFERENÇA

Já não é tarde nem cedo…



É o tempo exíguo de um suspiro

da inquietude de um momento

Já não me ferem

a voz cruel do inacessível

nem o eco mudo das paixões



É o tempo sem medida

da memória que se apaga



Na sábia e Divina metamorfose do ser

retomo o silêncio perdido

visto a indiferença pelo absurdo

e caminho

caminho para o esquecimento

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