sábado, 6 de outubro de 2007

anjo não tem cor...

Bela e inebriante solidez...
Na simplicidade contida em altivez,
eis que surge a face que conceitua o suave...
Ave! Salve!
São difíceis surgirem belezas assim como tema.
Coisas de um País que ainda teima
em não acatar os resquícios ricos,
onde habitam virtudes
de tão maravilhosa e linda negritude...

Uma face, uma história...
Um passado marcado por açoites
onde as noites,
em nada se diferenciavam dos dias
no que concerne a maceração de sentimentos.
De peso, de dor, de sofrimento...

Ah como me orgulho
ver minha raça,
- aquela que venceu a desgraça -
ser estampada em figura de tão cintilante brilho!
Sinto-me como fosse mãe,
acariciando apaixonadamente o retrato de um filho!

Tomara que nosso País desperte...
São essas expressões de face belas e singelas,
que nos permitem afirmar sem medo ou temor:
Anjo não tem e nunca terá cor!

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