segunda-feira, 20 de agosto de 2007

PARADOR

A margem do rio sob intenso frio
que sopram pelas ventas
joguei a esperançade uma liberdade.
Amarrado a âncorado pequeno barco
faço minha leipelo reverso da vida
e sobrevivo.
Meu riso,não sorri.
Minha fala,se cala.
Meus dias se foram,
na esperança joguei
sábados, domingos não sei,
todos são iguais
estão no fundo do rio.
Sobrevivo dele
que é meu rei
minha vida
minha solidão.
Imagem refletida na água
azul de minha história.
Silenciei,o soluço.
Só ouço,o sopro do vento.
Só sinto,
o balanço da rede
onde reparto a memóriado
que me sobra
destas minhas raízes.
Absorto na imensidão,
no marasmo do tempo
passo dia após dia.
A vida me detém
nessas viagens
de margem a margem.
O amargor da minha jornada
por toda essa longa estrada
que movem todas as velas
do meu barco
acesas, pedindo
uma condição digna
no fundo de minha alma.

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