terça-feira, 21 de agosto de 2007

COMEÇO, MEIO E FIM DE UM AMOR.

Meus sonhos caíram, ruíram sem vidência,
inclementes ficaram.
Quão tolo fui quando pensei em ser feliz...
Pobre coração! Só poderia ser engano,
em pensar que um dia alguém te quis.
Na aurora da minha esperança,
esqueci que nasci para ser só,
um caminhante da solidão...
Esqueci que o único e verdadeiro amor,
está na rosa guardada em meu coração.

Iniciado na ordem do amor, ainda aprendiz,
eu devo aceitar mais uma lição,
aprender que o amor carnal é ilusão passageira,
é elo de solidão,
ainda que sincero, jamais será pra vida inteira.

Nesse poente da tarde que finda,
nem imaginas o quanto por mim és querida.
Nada quis além do teu amor,
nada pude te oferecer além de uma virtual rosa flor.

Abri-te meu coração, te fiz jóia de minha emoção...
Conduzi-te onde jamais ninguém tinha ido...
Fiz-te pergaminho de uma história de amor,
cujo amor eu já havia esquecido...

Mas aprendi...
Sim, eu aprendi que devo novamente
essa porta fechar,
e deixar que este coração,
na solidão se ponha a chorar.

Mas eu ainda hei de aprender,
que o coração tem que sofrer,
se quiser no amor estar...
Morrer e renascer,
para um novo amor conhecer,
e novamente voltar a amar.

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