quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Poema que Aconteceu

Nenhum desejo neste domingo
nenhum problema nesta vida
o mundo parou de repente
os homens ficaram calados
domingo sem fim nem começo.


A mão que escreve este poema
não sabe o que está escrevendo
mas é possível que se soubesse
nem ligasse.

AOS QUE SE FORAM...

Não sei a qual deles mais me liguei
Nem de qual deles tenho mais saudade;
Sei apenas que jamais os verei...
Não mais terei essa felicidade!

Vi tudo tão natural quando a morte
Levou os dois de vez de minha vida,
Só hoje sinto a dor dessa má sorte,
Não os tendo aqui a me dar guarida.

Penso que partiram tristes comigo,
Pois, deles, pouco segui seus cuidados;
Arrependido, quero, sim, o abrigo
Dos sábios ensinamentos deixados.

Eu já não consigo estancar meu pranto,
Que, inesgotável, aumentando vai...
Deus meu, como, sozinho, sinto tanto
A falta de minha mãe e meu pai...

Uma noite a sós...

Uma noite a sós... Uma noite de amor...
De um sonho real... Espargindo desejos...
Uma noite de cálido e inebriante perfume,
É tudo o que você quer... E que eu almejo...

Uma noite em seus braços, misturando
Bocas, pernas, carinhos e amassos...
Roçar de pele, de mãos, confissões...
Delírios... Frenesi... Descompassos...

Uma noite só nossa... Entre sedas...
Banhada de luz... Como a lua, nua..
Segredos revelados...Devassados...
Minha alma, toda encaixada na sua...

Licor nas taças, a paixão brindando,
Noite fulgurante... Brasa... Fogo!...
Cerejas vermelhas, beijos doces...
Agora tudo que for loucura, é pouco!

Uma noite só nossa, nas nuvens,
Na terra... No mar... No chão...
Tudo é vida, êxtase... Comunhão...
Sublime entrega... Desmaio, adoração!
.
A noite é só nossa... Vida minha...
De total carinho, emoção... Doação,
O sonho valeu... Valeu a espera...
A saudade... Valeu o amor no coração!

Dança na Penumbra

Entre quatro paredes, na penumbra;
Juntos na tão sonhada pista, enfim;
Teus contornos justapostos a mim...
A felicidade que se vislumbra!

A música é só nossa, aconchegante...
E, dançando, vejo-te mais bonita.
Colado ao teu, meu coração palpita;
Marcam, juntos, batida unissonante.

Rostos colados, falando baixinho,
Enquanto a música sublima o ambiente,
Sinto-me à mercê do clima envolvente,
Desmanchando-me em te fazer carinho.

Na dança lenta, nossas confidências...
Tua voz rouca a acariciar meu ouvido.
Teus passos, quando mudam o sentido,
Tocam de leve minhas saliências.

Quero bailar até de manhãzinha,
Pois estou encantado com tua dança.
Há clima de amor gerando esperança
De que para sempre tu serás minha

Menino de Rua

Menino de rua, de olhos tristes,

De mente deformada por mil interrogações!
Vive sem rumo, sem caminho indefinido.
“Menino de Rua”, passarinho perdido,
Por que você é visto com indiferença?

Por que o mundo lhe é tão adverso?
Creio que o seu deus

Seja o deus da descrença.
Não adianta lhe convencer conversas,
Porque o seu problema é a fome.
Ele é triste porque tem fome

De alimento e de carinho.

“Menino de Rua” você não tem noção

Da hipocrisia e da arrogância que o rodeia
Porque você é a própria humildade...
Parece que lhe é difícil estender a mão!
Você, menino de rua, que não sabe ler

Nem escrever o seu nome,

Nada pede para si,

Ansioso, quer saciar a sua fome.

Menino triste, fruto de um mundo corrompido,
De um Brasil que faz campanha

Usando o "slogan" da “Fome zero...”

Sei que o seu horizonte é a incerteza,
Dá dó o seu olhar triste,
Menino triste sem nome,

Menino-tristeza,
Menino com fome.

Se Eu Morresse Amanhã

Se eu morresse amanhã
minha alma partiria sem ter realizado
o meu ciclo de sonhos...


Não teria liberado todo o amor
represado no meu coração...


Seria uma pena!
Não teria a despedida
de quem amo distante...


Levaria algumas certezas:
de que cumprira os meus deveres,
na medida do possível,
de que vi na religião o amor,
nunca a magia...

De que enviei o meu alerta de amor,
através da minha poesia...

Inconstância

Procurei o amor, que me mentiu.
Pedi à vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!

Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!

Passei a vida a amar e a esquecer...
Atrás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...

E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando...

poesia, sinfonia, vida

Lendo-te até me esqueço
De uma vida singela e normal
Imaginando ser uma nota
Tocada com o inspiração total

Na sinfonia das tuas letras
Tocaste meu coração
Sons em forma de caracteres
Tumultuastes minha emoção.

Palavras lindas e doces
Num concerto imaginário
Sem verso ou refrão.

Onde DEUS é o regente.
E nós breves e semibreves.
Partitura de suas mãos....

As pessoas

´´As pessoas são espelhos umas das outras.
Se você vê os defeitos de alguém, e, eles não o deixam em paz, na vedade, são os seus próprios defeitos que você vê.
Este é um ato de grande generosidade de Deus para conosco, pois sem este recurso, jamais seríamos capazes de enxergar e determinar nossos próprios defeitos.´´

Para o amor dar certo

Quantos relacionamentos começam com uma paixão, tudo dando certo, as pessoas encontrando semelhanças e sincronicidades para depois cada um seguir o seu caminho triste, por conta de mais uma decepção?
Por que tantas vezes a paixão não se desenvolve em amor?
Por que tantas vezes nos decepcionamos com o outro?

Claro que todas as histórias dependem de um amadurecimento. As pessoas mudam, o tempo tem uma função muito importante em nossas vidas e cada um de nós está sujeito a passar melhor ou pior por ele, o mesmo acontece com nossos relacionamentos afetivos. Todos temos que suportar com luz e sabedoria a ação do tempo e muitos romances não resistem ao teste do convívio diário e mais íntimo.

Quem não gostaria de sentir sempre uma alegria quando encontra a pessoa amada? Quem não gostaria de ser sempre compreendido pelo parceiro mas, na vida real, compreender parece mais fácil do que ser compreendido. Mas teria mesmo que ser assim ou podemos mudar isso?

O tema deste artigo me chamou a atenção, numa semana em que atendi várias pessoas com o mesmo desafio. Depois de um tempo de relacionamento se sentiam vazias, sem estímulo para continuar com seu parceiro. Algumas depois de anos de casamento e outras vivendo vários encontros frustrados em relações que não se transformavam em nada mais sério justamente por falta de comprometimento.

Partindo do princípio de que não mudamos as pessoas, precisamos investir, então, numa mudança íntima. Dentro do conhecimento espiritual ou iniciático, compreendemos que tudo parte de nós, de um desejo de nosso espírito evoluir, inclusive, as situações de estresse, abandono e injustiça dependem de nós.

Imagino que você, leitor, deve até estar se sentindo meio triste em pensar que você mesmo ocasionou a dor que hoje está na sua vida, mas de acordo com estudos profundos do mundo sutil essa é a mais pura verdade e não adianta imaginar que simplesmente mudando os pensamentos e desejos tudo mudará, porque não é assim que acontece. O fato de que precisamos mudar é totalmente correto mas a transformação é mais profunda, e interior. Não é algo da superfície. A mudança envolve uma prática diária nos pensamentos e também no comportamento.


No caso dos relacionamentos afetivos, para realizar esta mudança precisamos primeiramente nos diagnosticar. Se você não tem um bom terapeuta que o ajude neste diagnóstico, veja as seguintes dicas. Tente responder com honestidade e veja o que sente com suas respostas.


Tenho certeza que você perceberá alguns pontos que podem ajudar muito nessa mudança:

1. Você preserva o seu parceiro do seu mau humor? Por exemplo, quando chega cansado do trabalho tenta primeiro relaxar um pouco, mudar de roupa, tomar um banho antes de se misturar no convívio?

2. Quando está cansado, tenta mergulhar dentro de si mesmo para entender de fato de onde vem esse cansaço ou apenas imagina que trabalha demais e que precisa de um culpado para seu mal estar?

3. Quando fala com seu parceiro imagina que ele ou ela deva compreender exatamente o que você deseja? Resumindo, não sente vontade de explicar.

4. Mesmo na loucura do dia-a-dia consegue ficar sozinho com seu parceiro, conversar, passear como faziam no começo do relacionamento?

5. Tem paciência de ouvir as histórias dele ou dela?

6. Consegue perceber quando o outro teve um dia complicado e, por conta disso, fica no seu canto fazendo suas coisas sem pedir atenção?

7. Compreende a necessidade de ter uma vida pessoal rica, independentemente dos gostos e desejos do seu companheiro. Muitos relacionamentos não dão certo porque as pessoas rapidamente abrem mão do seu mundo para viver em função do outro.

8. Já parou para pensar se você está sendo claro em suas mensagens e em transmitir suas necessidades ao parceiro? Você fala a verdade sobre aquilo que sente? Ou tem medo de magoar? Falhas de comunicação põe muitas histórias de amor a perder.

9. Você sabe dizer não? Lembre-se que um não pode ser dito com amor e educação. Magoa muito mais mentir, sem contar que acumula raiva e mau humor dentro de você.

10. Já pensou em se tratar? Quando as coisas dão errado de forma repetitiva devemos abrir a percepção e pensar se somos nós que estamos errados.

Enfim, amigo leitor, acho que podemos concluir que o processo de autoconhecimento ajuda muito um amor dar certo. Quando sabemos quem somos, o que queremos para nossa vida, nem mesmo uma grande paixão nos tira do eixo.
Amar exige desprendimento e sabedoria para observar qual é o momento de ceder e qual a hora certa de bater o pé e sedimentar nossos limites.

Preservar a relação é possível quando somos honestos para conosco e não mais procuramos culpados para nossos insucessos. Com esta consciência, não nos deixamos abalar por dias ruins, por respostas negativas, se sentimos que depois boas respostas podem acontecer. Quando nos amamos somos mais capazes de amar as pessoas sabendo quem elas são.

Que cada amanhecer

"Que cada amanhecer do seu dia nasça contigo uma flor.
Que cada sorriso teu, seja as pétalas que torna esta flor mais completa.
Que cada pensamento positivo, seja o caule que a sustenta.
Que cada passo para a vitória, seja a terra que alimenta.
Que cada gesto teu, seja o sol que fornece energia, e que o brilho dos teus olhos, seja a beleza e a simplicidade desta flor.
Esta flor que desabrocha em seus pensamentos...
Uma flor que vai permanecer intacta às mais diferentes épocas, aos mais inesperados destinos, uma flor que nunca vai se permitir morrer.
Sabe porque?
Porque todos a chamam de
AMIZADE”.

MELODIA

É no som desta melodia que viajo

Em busca de encontrar-te para tirar minha angustia.

Voo até as estrelas e não te vejo.

Porque fostes? e deixaste só o som da tua voz

A ecoar em minha mente?

A mim sempre dizias gosto de ver-te alegre mas...

em segundos velozes tudo ficou triste.

Tento voltar no tempo não consigo alcançar-te

Assim vou seguindo minha trilha fazendo minha

esperança crecer e acreditar que um dia voltaremos

A nos encontrar e juntos novamente

encher de amor este coração hoje vazio.

A tua ausência filho! deixou em mim,

Na alma,

No espírito,

O mais vazio dos vazios

Bela Coruja

Voa bela coruja,
pelo ceu sem temor...
Não importa se faz frio ou calor,
seus filhotes estão a esperar
que voce os vá alimentar.
Voa, mamãe coruja,
não deixe nada a atrapalhar,
seu vôo estou a velar


Assim como estou a rogar aos anjos protetores
que ajudem voce a voar alto, realizar todos os sonhos,
superar todos os obstáculos...

Contemplando o céu

A tarde passa e a noite já desmaia
No manto salpicado das estrelas.
Segura a lua para que não caia
Ostenta o espetáculo de vê-las.

Elas que me parecem tão imensas
Aguçando a vontade de pegá-las
Fosforescendo em cores mais intensas
A provocar vontade de abraçá-las!

E o raio de luar que em mim batia,
Adentrava em minh´alma mais feliz,
Balsamizando as dores que eu sentia,
Jorrando água como um chafariz.

Nessa translúcida contemplação,
Às horas tristes, dei o meu adeus
Sorrindo aos astros com grande emoção
E me senti mais próxima de Deus.

REENCONTRO COM O AMOR

Se não for amor, o que será então,

um reencontro com a desilusão?

Não! Não me diga que ainda me ama!

Deixemos que eu sinta essa felicidade depois,

quando estivermos só nós dois.

Depois de tanta nostalgia,

mais parecia degradação!

De repente, você, que ficou no passado e por

quem fui tanto amado,

banhou de alegria este solitário coração.

Agora, pois, deixa-me querida, permite-me assim ficar

com este coração cheio de amor,

ausente da antiga dor e ternamente novamente te amar.

Deixa-me assim sentir,

e meu coração pressentir, que

você veio novamente nele morar.

Deixa essa alegria ficante,

que em nós permaneça constante,

mas que fique em nosso coração,

como uma felicidade plangente...

Que seja permanente enquanto durar,

mas que este coração esteja solenemente e

fielmente a te amar.

Que o reencontro deste amor,

seja como uma primavera inteira

em flor...

E que seja como a alegria de um belo amanhecer...

Nesta felicidade de reencontrar você.

Mascate

Carrego minhas vidas em malas soltas,
não importa por onde ando, sol ou chuva,
nas noites vendo amor, nos dias rezo por minh'alma,
como se fosse um tanto maior que meus sonhos.


Vivo algum tempo só sobre meus pés,
meu mundo são estradas que não se cruzam,
levo minha bagagem embrulhada em lembranças
e ofereço aos passantes coisas que mascateio.


Sei o quanto dói um caminhar solitário,
as palavras se misturam nas bocas desconhecidas,
nos bolsos retratos velhos de outros personagens,
nas vontades um desejo louco de felicidade.


Ofereço um passado usado, vendo barato,
deixo as saudades, um céu que não existiu,
algumas flores murchas que eram para oferecer,
uma paixão louca que me faz doer até a alma.


Sou mascate de sentimentos que não deram certo,
de vidas por viver, de gostos por gostar,
de tempos presos as palavras e promessas ruins,
realidade que ninguém jamais compra no varejo.


Hoje o vendedor caminha, mas não vive sem amor,
não vende e não mais encena seus prazeres nas noites,
esqueceu alguns pedaços dos tempos que perdeu,
caminha com sua mulher, agora, mascate de único amor.

Destino

Não sei que prazeres me dão,
nem sei se minha vida é normal,
imagino caminhar outra alma,
que me cuida, que me toca o amor.


Conheço letras que falam d'outra vida,
de um coração triste e perdido,
que virava o mundo a procura
da emoção de sonhar até amanhecer.


Palavras doces não eram verdadeiras,
os gestos se perderam depois do amor,
um imaginário desenho ficou no teto
de um quarto de poesia, sem rima, sem refrão.


Hoje não procuro, espero até que volte,
tenho um Deus regente, uma paixão pronta,
um beijo breve da mulher que me ama,
nas mãos um destino que divido em dois

Amor de ter

Preciso de sua boca e a minha juntas,

palavras separadas para emoções simples,

desfaça qualquer outro dia, comece um novo.





Deixa a morte passar pela porta de saída,

vou respirar livre diante seu corpo nu,

louco agora, como antes e depois do escuro.





O tempo faz a fome de sexo parecer impiedosa,

o corpo fica mais lento longe do prazer,

preciso do sol dos olhos e o tempero da sua carne.





Fuja por um instante da sua sanidade,

o futuro está tão próximo como o céu que beija,

na boca que faz amor, no amor que me dá vida.





Vamos fazer jogos, ordenar cada pedaço do amor,

não quero muros entre nossos ideais,

somente a palavra e a confiança de ser e ter.

O que resta de amor

Não peça ouro entre seus desejos,

um rochedo de prata e mármore preto,

um azul da mesma cor do céu de ontem,

um dourado de sol amadurecendo a noite.





Peça que tateie sua pele no escuro da madrugada,

que desligue a lua pra falar de outros amores,

ainda que exista a menina com fome de paixão

amadurecendo aos pedaços o amor guardado.





Voltaremos um dia pelos mesmos caminhos,

sem remexer o passado recente ou outros,

para perceber o quanto caminhamos a frente,

entre uma e outra vida que inventamos pra amar.





O mundo é este que fazemos aos pedaços de viver,

cada um ao seu tempo, antes e depois da paixão,

morrendo e vivendo, inventando e fazendo amor,

sobre o que resta de mundo até a última fase da lua.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009