segunda-feira, 15 de setembro de 2008

SONETO DO ADEUS

Foge-me a alma e a poesia
Sangra-me este adeus, esta dor,
As pegadas sumindo na maresia,
A friagem neste corpo sem amor.

As sombras escurecem lembranças,
Apagam carícias ,ardores no ninho,
Nada mais resta,nem esperanças
Nas tardes, taças vazias de vinho !

Sinto a tristeza que vem suspensa
Sobre as asas da noite sombria...
Nessa hora de saudade imensa.

Orando, chorando o coração,
Numa triste melancólica despedida,
Vê morrendo a ilusão,a fascinação.

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