terça-feira, 9 de setembro de 2008

SAIA

Não te aproximes
deste longo dia
nem esperes a noite chegar,
arrepender-te-ás.

Os mal feitos,
muito bem feitos
se farão visíveis,
para teu curto olhar

Não será mais viável,
o pomo de ouro,
a fruta com sabor,
qualquer coisa,
que tenha côr
ou
que seja indolor.

Afasta-te, rápido e rasteiro,
há muito,
perdeste o olhar brejeiro.
Obedeça á mim,
uma única vez.

Esses pesados anos,
não emperraram meus passos.
Devagar e sempre,
estarei lá.

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