Como o voar da brisa suave,
Ao levar caricias silenciosas às faces sofridas
Ou o pequenino colibri
Que a leva os seus carinhos
Às flores entristecidas...
É como se a brisa na sua suavidade
Fosse comparada
À palavra de amor cochichada á roseira,
Para despertar a flor
Que, silenciosa, está adormecida...
E a vida, é assim,
Ela segue entre abrolhos e escolhos,
Em busca de conquistas...
Não há um rumo definido
Há, sim, um destino desconhecido,
Talvez, por isso, máscaras alegres
Em rostos entristecidos.
A vida é uma passagem efêmera,
Em que se sucedem alegrias, dores e belezas...
Segue para o fim, tal qual o palhaço
Que esconde com a máscara
A sua tristeza...
Por que o ser humano esconde a verdade?
Por que, meu Deus, isso parece hipocrisia!
Se a vida é iniciada com choro
E termina em agonia...
A solução é esquecermos
Essas verdades
E vivermos a cada momento
As nossas realidades,
Sem pensar no porvir...
Termos na mente, incessantemente,
o amor...
E procurarmos sofrer
Só a dor da saudade
E, como numa oração,
Fazermos do amor,
A nossa única verdade.
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