domingo, 14 de setembro de 2008

REALIDADES...

Como o voar da brisa suave,

Ao levar caricias silenciosas às faces sofridas

Ou o pequenino colibri

Que a leva os seus carinhos

Às flores entristecidas...



É como se a brisa na sua suavidade

Fosse comparada

À palavra de amor cochichada á roseira,

Para despertar a flor

Que, silenciosa, está adormecida...



E a vida, é assim,

Ela segue entre abrolhos e escolhos,

Em busca de conquistas...

Não há um rumo definido

Há, sim, um destino desconhecido,

Talvez, por isso, máscaras alegres

Em rostos entristecidos.



A vida é uma passagem efêmera,

Em que se sucedem alegrias, dores e belezas...

Segue para o fim, tal qual o palhaço

Que esconde com a máscara

A sua tristeza...



Por que o ser humano esconde a verdade?

Por que, meu Deus, isso parece hipocrisia!

Se a vida é iniciada com choro

E termina em agonia...



A solução é esquecermos

Essas verdades

E vivermos a cada momento

As nossas realidades,

Sem pensar no porvir...

Termos na mente, incessantemente,

o amor...

E procurarmos sofrer

Só a dor da saudade

E, como numa oração,

Fazermos do amor,

A nossa única verdade.

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