Ah! quem nos dera que isso,
como outrora,
inda nos comovesse! Ah!
quem nos dera
que inda juntos pudessemos
agora
ver o desabrochar da primavera!
Saíamos com os passaros
e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos
cheios de hera,
sentavas-te sorrindo,
de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos!
espera!"
E esse corpo de rosa recendia,
e aos meus beijos de fogo
palpitava,
alquebrado de amor e
de cansaco....
A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu
te levava,
primavera de carne, pelo braço!
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