Não adianta pular,
Mostrar o assovio,
Nos pés rodar,
Fazer rodopio,
Dar gargalhada,
No espelho se mirar,
Ter carteira estudantil,
Mas não deixa de ser senil,
É malvada essa verdade,
É uma realidade,
Não adianta cara de mau,
Operar as vistas
Para não usar óculos de grau,
Vêm as desditas,
O cabelo embranquece,
A pele enruguece,
Nada sobe, tudo desce,
É assim a realidade
Da senilidade...
Quando for caminhar
Não tropeçar,
Não pode mais cair...
O importante é ter alegria,
Se posível, escrever poesia,
Procurar ter alma jovem,
Viver sem tanto reclamar,
Não esconder a verdade,
É bom falar das saudades,
Se não pesa a consciência,
São duras essas realidades,
Porque a vida assim,
De saudade e ilusão.
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