Solto os meus demônios feito um animal caçando o agourento
quando alimento minhas fornalhas com a foice e com o arpão;
um calafrio esfria o sangue e me faz contínuo moinho-de-vento,
quebro as hastes se ergo um tridente, e levo a ira entre as mãos.
Sou o nada de luz quando o insano me habita o coração,
nada mais sou enquanto anda à solta meu instinto pelas pedras,
sopro os ventos e apago as falsas velas, dôo o vale da escuridão;
uma rebeldia sorve esse repúdio e rasgo e queimo quantos vedros.
Quando assim... empunho o ego e cravo a lâmina e faço o jugo
de outro lobo, caço as feras e me embriago na lei desse veneno;
só... saio de mim, e dilacero outro cego alquebrando o seu rogo,
visto a noite e saciada cubro o peito e bebo o luto do frio ameno.
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