terça-feira, 9 de setembro de 2008

Meus demônios

Solto os meus demônios feito um animal caçando o agourento

quando alimento minhas fornalhas com a foice e com o arpão;

um calafrio esfria o sangue e me faz contínuo moinho-de-vento,

quebro as hastes se ergo um tridente, e levo a ira entre as mãos.





Sou o nada de luz quando o insano me habita o coração,

nada mais sou enquanto anda à solta meu instinto pelas pedras,

sopro os ventos e apago as falsas velas, dôo o vale da escuridão;

uma rebeldia sorve esse repúdio e rasgo e queimo quantos vedros.





Quando assim... empunho o ego e cravo a lâmina e faço o jugo

de outro lobo, caço as feras e me embriago na lei desse veneno;

só... saio de mim, e dilacero outro cego alquebrando o seu rogo,

visto a noite e saciada cubro o peito e bebo o luto do frio ameno.

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