quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Janela da frente

Nos dias que passam tão lentos

a espera é apenas um som do vento

cantando em silêncio os momentos

de horas perdidas no olhar desatento





É música lenta num som distante

fugindo sem graça do viço apagado

de olhos fitando sem luz o semblante

do riso esquecido, num vazio ancorado





É beleza que escapa da vida em soluços

pelo pranto cansado de uma dor latente

esgotando um sorriso em sonhos avulsos

que ficaram pra trás da janela da frente

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