Nos dias que passam tão lentos
a espera é apenas um som do vento
cantando em silêncio os momentos
de horas perdidas no olhar desatento
É música lenta num som distante
fugindo sem graça do viço apagado
de olhos fitando sem luz o semblante
do riso esquecido, num vazio ancorado
É beleza que escapa da vida em soluços
pelo pranto cansado de uma dor latente
esgotando um sorriso em sonhos avulsos
que ficaram pra trás da janela da frente
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