quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Deixe-me amor

Deixe-me,

ser o orvalho que desliza

em tua face fazendo de ti

a rosa flor deste estreito gostar,

que se chega murmurando,

saciando tua sede,

descobrindo teu mistério!



Deixe-me,

ser a chama do teu seio maduro,

e nele ancorar minha poesia

incontida, marejada nas praias

do pacifico sul, lá onde a onda

é verde e o céu, azul a brilhar!



Deixe-me,

ser teu pecado mais que insano,

deste gemido formoso, que afaga

meus sentidos, cala minhas dores,

buscando em teus lábios,

as águas do sempre desejo,

de te ter no abraço guardado!



Deixe-me,

ser teu sorriso seduzido ao luar

quando menina, quando amante,

quando mulher, ascendendo

em cada movimento um osculo

mais que pecaminoso, um osculo

decantado nas lagoas do amor!

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