segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Choro

Talvez, por todas as vezes que já chorei...

E choro por aquelas vezes

que não pude sequer chorar...

Eu choro por aqueles que amei

e perdi...

Lágrima a lágrima, no silêncio.

Lembro tudo o que perdi,

e tudo o que não encontrei,

Choro pelo desgostos que tive...

Tudo o que não tenho, tudo o que não sou,

A face fica estática, o olhar parado, fixo,

meu corpo fica imóvel, rígido...

Quando choro, acumulo as águas dos rios,

à velocidade da luz,

passam imagens dolorosas,

de tudo o que me feriu...

Sei que choro por aquilo que um dia ainda

vou chorar, choro,

até o choro dos outros, mas,

quando a chuva cai,

sei que ela chora em meu lugar

e posso finalmente parar de chorar,

porque vejo as minhas lágrimas no seu olhar.

Sinto um vazio e um silêncio imenso...

O silêncio é o signo das coisas escondidas,

dos olhos tristes, da saudade...

os moinhos emergem das lágrimas

e encontram futuro nos ventos.

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