Espalhei pedaços de universo
dentro de você,
do infinito fiz o hoje,
levei embora o prazer fugitivo,
deixei gosto de eterno no beijo.
Tomei do seu corpo
um pouco de vida,
no sexo deixei vontades,
respiramos iguais,
juntos traçamos alguns atalhos,
mesmo no tempo louco
não anoitecemos os carinhos,
segui entre nuvens e tempestades,
não paro,
até para não te perder de vista.
Minh'alma parece velha e sem vida,
um não qualquer, um talvez,
minhas companhias ainda são lembranças,
suaves e velhas, vivas e velhas,
um vento frio passa provocante,
não me rendo, espero, eterna espera.
Fui eu quem pintou a lua de esperança,
dei nome ao sol, aos amantes,
aqueci peles no inverno das paixões,
ainda não notou, fez de conta,
brincando de me apaixonar,
estava sempre muito junto,
longe dos olhos e perto,
perto demais para dizer: "te amo".
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