sábado, 13 de setembro de 2008

Agora que te amo

Vai de mim o silêncio absurdo,
as luzes acenderam-se pelos caminhos,
assombrei com sua alma nua,
me fez sentir outro, todos, amante,
existem outros céus,
todos os mares adocicaram suas águas,
como parte de um infinito mistério,
os ventos calaram,
talvez fosse a falta de paixão
ou o amor que entrou e tomou tudo.





Apaguei o escrito do meu epitáfio,
colei no peito as vontades,
as lágrimas secaram ao vento,
um dia fui ao inferno do descaso,
fui buscar os amores que deixei por aí,
amei...
Um dia te amei!





Sentimentos nunca morrem,
lavei meu corpo e minha alma,
os pecados foram divididos em dois,
como louco saí à sua procura,
desde já peço perdão e perdôo,
sou o tempero, o pedaço que falta,
preciso ser infinito a qualquer tempo,
por um futuro sem marcas passadas.





As sombras foram apagadas ao meu redor,
sei que existo, que o amor está em mim,
são normais os barulhos da paixão,
na alma o calor é diferente,
tudo vai de encontro aos anseios.





Afloram os desejos, os carinhos ficam,
é uma gostosa e estranha forma de sentir,
o querer entra pelos poros, pelos sexos,
a cumplicidade aparece, junto vem o gozo,
vidas são partidas e multiplicadas muitas vezes,
caminhos são abertos no peito e o amor fica.

Sem comentários: