sexta-feira, 12 de setembro de 2008

ADOLESCENTE SEMPRE

Chamou-me de menina,
Havia anos que ninguém
me chamava assim.
Havia anos que eu era uma mulher
Na plenitude do meu ser-mulher

Concreta,consciente da minha idade
Do meu corpo,minhas rugas
E o fato de me perguntarem
O que a senhora deseja
ao entrar numa loja.

De repente...
me chamavam de menina
e devolviam a adolescente
que eu fora há vinte anos
Expontanea e confiante na vida

Nós dois, é a confiança,o descanso
Eu te sei,tu me sabes,nenhum mal
Poderemos fazer um ao outro
Nós irremediávelmente
marcados pelo encontro.

Vi-o e minha adolescência voltou,
Meus dezessete anos voltaram
E logo meus quarenta :
que não me deixam esquecer a verdade
a responsabilidade de ser...

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