Não adianta pular
Usar o assovio,
Nos pés rodar,
Fazer rodopio,
Dar gargalhada,
No espelho se mirar,
Não adianta nada,
Ter carteira estudantil,
Mas ser senil,
É malvada a verdade,
Mas é essa a realidade,
Não adianta fazer cara de mau,
Operar os olhos para não usar grau,
Porque o cabelo embranquece,
A pele enruguece,
Nada sobe, tudo desce,
E assim é a senilidade,
Cuidado pra não tropeçar,
Quando for caminhar
Não pode mais cair,
O importante é ter alegria,
Se souber, escrever poesia,
,Dizer o que quente a alma,
Eles não podem nada dizer
ou reclamar,
Dizem que estão gagá,
É o infeliz preconceito,
Isso não tem jeito.
Mas, na realidade,
Deve, sim, falar da saudade,
Senão fica pesada
A consciência,
Ela é a nossa verdade
E, assim levo a vida
Entre a ilusão e a saudade
Confuso e dividido.
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