Quando nasceu a vida,
tudo disse: MÃE!
Dona da vida e da força,
gritaram os homens exaltados.
Nos cumes brancos das montanhas
entoaram cânticos sagrados
e acenderam sacrifícios.
Maria! Na hora do evangelho,
conforta a alma abalada
dos humildes cheios de fé e esperança.
Mater Dolorosa que sente o filho
quando rompe suas entranhas.
A que geme junto ao frio túmulo
do filho que nunca mais a beijará de novo.
A que sofre o martírio do abandono,
cujo desvelo alguns filhos já esqueceram,
mas que perdoa, que perdoa sempre,
e bendiz ao filho que tanto lhe magoa.
Mães que se inclinam sobre nossa fronte,
retomando cantos que revivem sonhos
e nos fazem carícias que renovam a alma.
Mães dos que buscam paz sem encontrá-la
e dos que vencem com fortuna e fama.
Mães de mendigos e de paladinos,
sejam benditas em todos os idiomas!
Mães de todos os homens, de todas as raças.
Mães admiráveis, todas nossas mães,
que nos deram tanto sem nunca pedir nada.
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