Ah! Minha solidão era tanta
Que no íntimo virava pranto.
Daquele pranto sem encanto
Desencadeavam-se as horas.
Assim da solidão ao pranto
E, do pranto à solidão, os sentidos,
Pérolas de amor e de dor em eleitos
Degraus de uma sala de nados e_feitos.
Recordam-se todos os meus pesares
Alertas aos tais instantes des_ditos;
- Lógicos ponteiros nada inusitados?
Ah! À lápis preto no papel passado.
Não eram meras ilusões de ótica
O desencanto e as tais horas.
Dos olhos, sem desejo, vertiam
Lágrimas frias. Ora, vivo auroras!
Sem comentários:
Enviar um comentário